Livro traz experiências e reflexões sobre o atendimento psicológico de pessoas!

1No mundo atual, catástrofes – sejam climáticas ou tecnológicas, evitáveis ou imprevisíveis – afetam um grande número de pessoas das mais diversas formas, colocando em risco a saúde mental de todos os envolvidos. Elas roubam das pessoas e das comunidades suas concepções anteriormente estabelecidas sobre si e seu mundo, causando medo, insegurança e desequilíbrio. Integrá-las à experiência de vida pode proporcionar meios para que novos significados sejam construídos, assim como uma nova visão de mundo. Essa é a abordagem do livro A intervenção psicológica em emergências – Fundamentos para a prática (328 p., R$ 84,60), lançamento da Summus Editorial. A noite de autógrafos acontece no dia 11 de março, quarta-feira, das 18h30 às 21h30, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, que fica na Av. Faria Lima, 2.232 – Piso 3 – São Paulo.

Organizada pela psicóloga Maria Helena Pereira Franco, fundadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto (LELu), da PUC-SP, e uma das fundadoras do 4 Estações Instituto de Psicologia, especializado no atendimento a pessoas enlutadas, a obra mostra a importância de cuidar dessa parcela da população e os procedimentos e técnicas mais indicados. “Abordamos definições de desastre, crise, trauma e luto. Não apenas por alguma deformação profissional advinda da postura da academia que nos formou e continua nos alimentando intelectualmente, mas pela necessidade de esclarecer o terreno em que pisamos, por mais obscuro e movediço que possa se apresentar”, afirma a organizadora. Membros do Grupo de Intervenções Psicológicas em Emergências (IPE), os autores são especialistas no atendimento a vítimas e seus familiares que sofreram ou presenciaram desastres e atuaram em incidentes como a queda do avião da TAM e os deslizamentos ocorridos nos morros cariocas.

Dividido em oito capítulos, o livro reúne experiências, conhecimentos e reflexões sobre um campo de atuação extremamente novo no Brasil. “Esperamos provocar interesse em dialogar e instigar, para que ele cumpra sua vocação”, diz a professora. No primeiro capítulo, os autores definem e fundamentam historicamente a atuação da psicologia em emergência e desastre. Encontram apoio na experiência e nas recomendações da Organização Mundial da Saúde, da Cruz Vermelha Internacional e da Secretaria Nacional da Defesa Civil brasileira. “Procurando interpretar as estatísticas de acidentes ocorridos, objetivam extrair desses números lições de prevenção, como mudança de cultura de cidadania”, complementa Maria Helena.

O grupo de autores constituiu-se por meio de uma construção coletiva e dinâmica. O segundo capítulo mostra esse processo ao enfocar a importância do coletivo e, ao mesmo tempo, delimitar claramente responsabilidades. Segundo a organizadora, o espírito de colegiado teve e tem papel relevante na construção dessa prática e na manutenção da saúde grupal. Em seguida, os especialistas apresentam questões características da atuação da psicologia em emergências, destacando que essa atuação sai dos campos tradicionalmente identificados como da psicologia.

O psicólogo que atua em emergências precisa ter, além da formação técnica, uma condição de saúde que o proteja das diferentes demandas e pressões desse ofício e o quarto capítulo mostra até que ponto a relação age como fator precipitador de riscos para a saúde desse trabalhador. Na sequência, os autores abordam as questões do luto coletivo e dos esforços para a reconstrução da vida.

As virtudes dos rituais – sejam eles religiosos, comunitários, individuais ou familiares – no cenário da reação ao desastre também são analisadas na obra. O tema é desenvolvido, no sexto capítulo, com base em experiências dos autores e de outros que compartilharam suas ações. Em seguida, é analisada a vivência de uma experiência traumática. Segundo os autores, a pluralidade de reações de indivíduos expostos a um incidente traumático requer conhecimento profundo a respeito de saúde mental.

A delicada relação entre a psicologia e a comunicação – sobretudo quando ambos atuam no cenário da emergência e dos desastres – é abordada no último capítulo. “Trata-se de enfoques diferentes, mas não necessariamente conflitantes, para um mesmo fenômeno”, afirma a organizadora. Os autores desenvolvem o tema com a expectativa de mudar o cenário dessa relação.

A organizadora

Maria Helena Pereira Franco é psicóloga, mestre e doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), da qual é professora titular na Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica. Com pós-doutorado no Departamento de Psiquiatria da University College London e na London School of Hygiene and Tropical Medicine, é fundadora e coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto (LELu) da PUC, responsável por ensino, pesquisa e extensão em luto e temas correlatos. Idealizadora e cofundadora do 4 Estações Instituto de Psicologia, além de idealizadora e coordenadora do Grupo IPE, é autora de artigos e livros sobre morte e luto. Tradutora da obra de Colin Murray Parkes, publicado no Brasil pela Summus Editorial, é membro do International Work Group on Death, Dying and Bereavement (IWG).

Título: A intervenção psicológica em emergências – Fundamentos para a prática

Organizadora: Maria Helena Pereira Franco

Editora: Summus Editorial

Preço: R$ 86,90 (E-book: R$ 57,30)

Páginas: 336 (14 x 21 cm)

ISBN: 978-85-323-1000-2

Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890

Site: www.summus.com.br

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