Cor da pele deve influenciar dermatologistas nos tratamentos pós-verão!

indexCom a chegada do outono, os prejuízos da estação mais quente do ano começam aparecer, principalmente para quem abusou da exposição solar sem proteção, bebidas alcóolicas e mudanças bruscas de rotina. A pele é um dos órgãos que mais sofrem nesse período e entre os problemas mais comuns estão a pele grossa e ressecada, manchas, pintas novas e micoses.

O que pouco se comenta é que as diferenças dermatológicas de cada grupo étnico requerem tratamento individualizado. A dermatologista do Hospital Sírio Libanês, dra. Luciana Maluf, explica como a cor da pele deve influenciar nos tratamentos pós-verão, trazendo novidades no diagnósticos e nos tratamentos.

A especialista recentemente esteve em Washington, nos EUA, para aprimorar sua técnica de tratamento a laser na ‘Cultura Clinic’, do Dr Eliot Battle, especialista que é referência internacional no tratamento de peles étnicas.

“As cores da vida devem-se a moléculas biologicamente complexas que, nos mamíferos, tem o nome de Melanina. Nos humanos, esse pigmento é encontrado na pele, nos cabelos, nos olhos e nas membranas mucosas. Embora o número de melanócitos seja praticamente o mesmo, são a quantidade e a distribuição de melanina contida nessas células que faz as diferenças étnicas – o colorido da humanidade.  A herança genética determina a produção e a qualidade de melanina e, portanto, a cor e a tonalidade das diferentes etnias”, destaca a especialista.

Pele grossa e ressecada

Causa – Isso acontece pela maior exposição ao sol e água do mar ou piscina que estimulam o aumento da camada de células mortas da pele.

Diagnóstico – A nova câmera de diagnóstico 3D permite avaliar a pele de forma minuciosa, com tecnologia recém-chegada ao Brasil.

Tratamento – É um bom momento para usar sabonetes abrasivos ou esfoliantes 2x na semana e aplicar diariamente um hidratante adequado para cada tipo de pele.

 

Manchas no rosto

Causa – Por mais que se use adequadamente o filtro solar, as manchas teimam em aparecer um pouco mais no verão.

Diagnóstico – O mesmo equipamento com que fazemos o diagnóstico de oleosidade da pele, também permite que o Raio X completo do paciente oriente o médico sobre o tratamento mais adequado. A Câmera 3D avalia o grau e profundidade das manchas e vasos.

Tratamentos – Para tratar o fotodano solar, manchas e vasos, usamos lasers ablativos e não ablativos, luz intensa pulsada, peelings e microagulhamento, que trazem ótimos resultados. Em peles mais claras, a luz intensa pulsada é um excelente recurso; já, para peles escuras e negras, não se deve usá-la, com risco que queimaduras e hiperpigmentação. Para peles negras, o lasers e os peelings são ótimas opções.

Por exemplo, para quem tem melasma, cremes clareadores, peelings e lasers específicos ajudam bastante. No caso de sardas ou melanoses indicamos peelings mais agressivos, luz pulsada ou lasers. A combinação de procedimentos trazem excelentes resultados, porém deve-se levar em conta as peculiaridades de cada etnia e a resposta orgânica individualizada. Independente do tratamento, é fundamental reforçar a fotoproteção, pois todos eles deixam a pele tratada mais sensível ao sol.

“Pintas” novas

Causa – O sol estimula a pigmentação e o surgimento de pintas. Há necessidade de uma avaliação dermatológica para diferenciar a mancha (melanose ou sarda) provocada pelo sol ou o surgimento ou crescimento de um nevo (“pinta”).

Diagnóstico – Na dúvida se uma lesão é benigna, o dermatologista fará o exame de dermatoscopia das lesões. Com uma luz e lupa específicas, é possível avaliar a estrutura da lesão diferenciando assim lesões com potencial de evolução para um câncer de pele que devem ser removidas cirurgicamente. A Câmera 3D também é muito útil nesses casos, pois pode proporcionar um aumento da imagem da lesão sem distorção de suas características e com melhor visualização.

Tratamento – Sendo um nevo e dependendo das características achadas ao dermatoscópio, a cirurgia para retirada total da lesão e o exame laboratorial anátomo-patológico tornam-se necessários. A pele clara apresenta maior quantidade de manchas e nevos e é menos protegida por ter menor  quantidade de melanina e esta ter sua distribuição cutânea menos favorecida. Já, a pele escura é muito mais protegida, porém não isenta da aplicação do protetor solar.

Micoses

Causa – O sol pode reduzir a capacidade da pele de defesa contra fungos e alguns tipos de micose são mais comuns nessa época. A mais comum delas é a pitiríase versicolor também chamada de “pano branco”. Manifesta- se como manchas claras, castanhas ou avermelhadas com descamação fina na região dos ombros, tórax superior e costas.

Diagnóstico – é clínico! A observação e avaliação clínica do dermatologista diagnostica com segurança a doença.

Tratamento – O tratamento para casos leves é feito com xampu e cremes com anti-fúngicos, mas, lesões extensas requerem medicação oral.

Principais diferenças entre peles étnicas

Tom de pele avermelhado: tem relação com a coloração/ pigmentação do sangue arterial

Tom de pele amarelado: depósitos de pigmentos carotenoides e melânicos

Tom de pele azulado: tem relação com a hemoglobina das veias

Tom de pele castanho ou castanho avermelhado: maior presença do pigmento melanina.

PELE NEGRA:

As fibras elásticas e de colágeno são mais resistentes, daí a pele ter uma consistência mais firme e enrijecida.

As glândulas sudoríparas são mais ativas e o conduto mais longo e largo, o que facilita a transpiração.

O conteúdo de lipídios na epiderme é maior do que na pele branca, o que dá maior coesão celular e menos permeabilidade da pele.

O pH da pele negra é levemente mais ácido, combatendo melhor os microrganismos externos

Alta resistência elétrica, sugere que a epiderme seja menos hidratada que a da pele branca

Eritema mostra-se com coloração cinza, castanho escuro ou negra. Na pele branca, o eritema é marrom avermelhado.

Produção de vitamina D: Baixa, em comparação com as outras raças.

PELE ORIENTAL:

Em comparação com a pele branca, ela também possui mais fibras elásticas e de colágeno sendo também são mais resistentes ao envelhecimento.

Sua genética também é peculiar, mantendo o tom de pele intermediário entre o claro e o escuro, devido a quantidade intermediária em número, tamanho e densidade dos melanossomos (“saquinhos” que armazenam o pigmento melanina)

Sua pigmentação é considerada mediana: não tão clara como nos indivíduos brancos, nem tão intensa como nos negros, por isso, às vezes, torna-se mais complexa sua avaliação em termos de resposta de tratamento e exacerbação de efeitos colaterais. A cautela nos procedimentos garante um resultado satisfatório, porém em mais longo prazo se comparado ao branco, e em menor tempo, se comparado ao negro.

Eritema mostra-se com coloração marrom claro a marrom avermelhado.

Produção de vitamina D: intermediária, em comparação às outras raças.

Cor da pele deve influenciar dermatologistas nos tratamentos pós-verão!



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